Comuns de Hora da Devastação - Brancas e Azuis

Post Image
11 de julho de 2017. Pauper Standard

Uma característica interessante dos blocos com uma edição maior seguida por uma edição menor, é que a primeira costuma trazer cartas que servem de base para novos arquétipos, enquanto que a segunda traz cartas que causam maior impacto e são capazes de catapultar arquétipos para Tier 1.

Uma das razões para isso é que a edição maior traz novas mecânicas, que geralmente não tem cartas suficientes para montar uma estratégia sólida. Logo depois, a edição menor traz cartas que potencializam as mecânicas da edição anterior.

Os três exemplos cássicos dessa "geração menor" são sem surpresa alguma Pulsação de Murasa, Termoalquimista e Inventor do Bastião.

E dessa vez temos alguns fortes candidatos a ocupar esse posto, que deve deixar de existir em janeiro, com o lançamendo de Rivais de Ixalan, a última edição menor do atual sistema de blocos.

Brancas

A cor branca já é muito forte no formato e agora acabou de ganhar algumas opções de combate bem potentes.

Se os jogadores estavam lamentando a futura queda de Repreensão de Gideon por ter disponível em seu lugar apenas Sincronização Impecável, essa preocupação acabou de vez com a reimpressão de Rajada de Areia, que por apenas uma mana a mais esticou um pouquinho o alcance das remoções brancas (guarde esse detalhe, que trataremos disso mais adiante).

Ainda nas mágicas de suporte, o excelente Ato de Heroísmo surge como ótimo combat trick capaz de transformar aquele ataque livre do oponente em um 2 pra 1 devastador.

A menção honrosa vai para Renúncia de Djeru, uma versão de Expor o Mal que troca investigar por reciclar.

Já na área das criaturas, temos algumas opções interessantes que vão tanto fortalecer decks que já são bons, como podem colocar outros decks no mapa.

Eu estou falando de Múmia Suprema e Múmia Descartável (side) no BW Zumbis e Aviano Intrépido e Vingadora de Oketra no RW/GW/Naya Exaurir.

Camelo Solitário por outro lado, além de ser uma carta cheia de flavor pela sua interação com desertos, deve ver jogo em vários decks por sua capacidade de extender a duração da partida, graças ao seu vínculo com a vida.

E por último mas não menos importante, temos Fiel do Faraó-Deus, que chega para destronar Inspetor de Thraben como o melhor drop 1 branco do formato, podendo até mesmo vir a se tornar o melhor drop 1 do Pauper Standard inteiro.

Com o metagame há muito tempo pendendo para o aggro e com a presença de vários decks fortes nas cores RW, UW e UB, essa carta é de longe a melhor jogada de turno 1 para um deck com branco e alguma das cores Grixis.

Ela não só vai segurar os primeiros ataques dos decks mais agressivos, como vai te dar 1 ponto de vida cada vez que você conjurar uma mágica qualquer nas cores certas, alongando consideravelmente a sua expectativa de vida.

Quem se lembra da importância do Boi Jungido como improvável staple do Pauper Standard em 2015, vai entender bem do que eu estou falando.

Azuis

Acostumada a ser uma cor de apoio no formato, graças principalmente às mágicas de anulação, compra e bounce, dessa vez o azul vem algumas bombas pra deixar a cor mais indepedente.

Falando sinceramente, todas as cartas comuns azuis de Hora da Devastação tem potencial de jogo no Pauper Standard, mas aqui vamos destacar algumas.

Cascavel-do-rio Listrada vem fazer companhia ao Inventor do Bastião no clube das criaturas com resistência à magia do Pauper Standard.

Embora mais difícil de ser conjurada do que o Tião, ela tem reciclar. Isso faz com que ela possa ser trocada por outra carta no início do jogo, fazendo o deck girar. Mais tarde ela volta pra mão com Vagar na Morte ou Pulsação de Murasa.

Mas a expectativa sobre ela é maior no Pauper Legacy, onde ela pode entrar em jogo no turno 2 com a sequência:

Turno 1, Ilha, recicla Cascavel-do-rio Listrada, vai. Turno 2, Pântano, Exhume para Cascavel-do-rio Listrada.

Algo que se não for respondido de acordo pode ser uma dor de cabeça e tanto. Resta saber se o deck como um todo vai ser consistente o suficiente para fazer resultado no metagame do Pauper Legacy.

Ainda na lista de ameaças temos Eterna Tece-mágicas e Sobrevivente Astuta.

A primeira vai dar aquele upgrade no já ascendente UR Destreza, o arquétipo que dominou o formato no início do ano passado e que vem ressurgindo aos poucos.

Já a segunda lembra muito o Punho-mágico Elusivo e pode ser a peça que está faltando nos decks aggro-combo que abusam da habilidade de reciclar.

Na seção de mágicas de suporte, temos de tudo um pouco.

Ventos Contrários é uma excelente anulação, que ao contrário de Murchar Mágica fica melhor conforme o jogo avança, mas com o drawback de não exilar a mágica anulada. Ainda assim ela tem reciclar, o que a torna uma carta ainda mais versátil.

Esconjurar é um bounce barato que vem pra colocar em xeque criaturas como Sarça-sangrenta e Sabujo Pírico, além é claro estratégias que abusam das criaturas "cartuladas".

Por último destacamos Sede Insaciável, que em conjunto com os desertos vai funcionar de forma similar a Pacifismo.

A menção honrosa vai para Lição Trágica, que fica especialmente insteressante quando utilizada em um deck com Deserto Abrasado pelo Sol e até mesmo Vestígio Desmoronante.

Conclusão

Em Hora da Devastação, tanto o branco como o azul trazem adições para deixar as cores ainda mais fortes no formato, em ambos os casos com cartas impactantes que podem mudar completamente o metagame.

A decepção ficou por conta das cartas com eternalizar. Sentinela Resoluta e Combatente Incontestável podem até ver jogo em algum deck de controle, mas uma criatura 4/4 com vigilância e outra 4/4 sem habilidades, ambas por 6 manas, é muito pouco, mesmo não podendo ser anuladas. Há opções melhores no formato.

Outro ponto interessante a se destacar é a presença de cartas como Fiel do Faraó-Deus e Esconjurar, empurrando o jogo para o late game, numa transição do aggro para o midrange, o que acena para muitas novidades vindo por aí.

A própria reimpressão de Rajada de Areia (3 manas, 5 de dano) também mostra essa caminhada na direção de remoções mais lentas mas que acertam criaturas maiores, típicas de um jogo mais longo.

Ou seja, parece que o Pauper Standard vai começar uma transição para decks menos explosivos mas mais consistentes no late game.

E não perca o post de amanhã, quando vamos falar das principais cartas comuns pretas e vermelhas.

Artigos relacionados:

A temporada de Dominaria já está chegando ao fim. Confiram as datas dos últimos eventos da Liga Deck Store e preparem os seus decks para a grande decisão

Sexta-feira é dia de maldade e no post de hoje temos um deck Pauper Standard que vai tirar os oponentes do sério

No post de hoje trazemos um deck Pauper Standard capaz de mostrar que simplicidade não significa ser inofensivo

Assim como nas cinco cores, Dominária trouxe um monte de cartas incolores comuns interessante. Confiram a nossa lista com as melhores para o Pauper Standard

A nossa série de artigos sobre as comuns de Dominária chega no verde. Confira as novidades para uma das cores mais fortes do Pauper Standard