Comuns de Hora da Devastação - Verdes, artefatos e terrenos

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13 de julho de 2017. Pauper Standard

No primeiro artigo dessa série falamos das cartas comuns brancas e azuis de Hora da Devastação. Ontem foi a vez das cartas pretas e vermelhas.

Hoje vamos falar das cartas verdes, artefatos e terrenos comuns que a edição traz especialmente para o Pauper Standard.

Verdes

Com a ascensão do BR Veículos e posteriormente das variantes de Termoalquimista, o verde encarou um certo declínio no Pauper Standard por causa da sua dificuldade em lidar com criaturas que não precisam atacar para causar dano, como o próprio Termoalquimista e o Vigia do Mercado Noturno, por exemplo.

Nem mesmo a onipresente Pulsação de Murasa mostrou-se capaz de segurar sozinha o ímpeto dos decks mais agressivos, especialmente por via aérea, o ponto fraco da cor no formato.

Coincidência ou não, a maior parte das cartas comuns verdes de Hora da Devastação são focadas na sobrevivência, ao invés de prover bombas para ganhar o jogo.

Cilada é uma remoção muito melhor que Mordida Rábica em vários aspectos. Embora custe uma mana a mais, ela é uma mágica instantânea. Isso expande enormemente o seu raio de ação, pois ela pode ser usada como resposta a uma remoção do oponente.

Além disso, ela incrementa o poder da sua criatura antes de causar o dano na criatura do oponente, fazendo com que no turno 3 ela seja efetiva contra criaturas mais resistentes, como por exemplo o Termoalquimista.

A mera possibilidade de usá-la vai obrigar o seu oponente a responder suas criaturas de curva 2 imediatamente, algo que não ocorria com Mordida Rábica.

Dádiva da Força é um combat trick tipicamente defensivo, capaz de derrubar todos os voadores relevantes do formato, mas que pode ser utilizado ofensivamente também.

Já a carta A Vida Continua vem para desafiar Pulsação de Murasa como melhor carta de ganho de vida no formato.

Se por um lado ela não tem a versátil recursão que Pulsação de Murasa dá, por outro ela custa bem menos e em geral vai recuperar mais pontos de vida, tornando a saga dos decks que "resolvem" o jogo entre os turnos 3 e 4 bem mais complicada.

Esse trio incorpora muito bem a ideia de levar o jogo para além do turno 5, onde o verde pode resolver com bombas como Guardiã das Veredas Tajuru, Tigre Ripariano, Cavalaria Vivideira, entre outras.

Mesmo pequenos dorks como Druida do Capote passam a ser ameaças que precisam ser respondidas imediatamente.

Mas o verde também traz algumas criaturas interessantes.

Ritualista do Oásis é uma carta muito versátil. Ela pode servir como dork, ramp, atacante, bloqueadora, ou ainda base para uma Cilada. Sem contar que ela combina bem com Aviano Intrépido e truques comuns do GW Exaurir como Resolução de Djeru e Vinhas do Recluso.

Na faixa do drop 2 começamos com Espreitador Feral, uma criatura melhor do que Druida Primal por ser capaz de parar as investidas iniciais de criaturas como o Vigia do Mercado Noturno.

Trocar um terreno virado na mesa por uma carta na mão quando ele morre também costuma ser mais vantajoso. Sem falar que é muito menos arriscado bloquear com ele, do que com um Druida do Capote que você pode estar contando para gerar mana.

Ainda na curva 2, Destemida de Rhonas é uma criatura pra impor respeito. Um 2/2 por 2 manas é justo. Com a possibilidade de atacar como 3/3 e evasão, ela fica ainda melhor. Junto com Aviano Intrépido ou Ato de Heroísmo então...

Nem preciso lembrar do uso dela com Cilada. É um pára-raio garantido!

Não poderia faltar uma criatura que interage com desertos. Naga Cascavélico é um 3/2 que pode se tornar um 4/2 com atropelar se você controlar ou tiver um deserto no cemitério.

O sol pode brilhar também para Walla-d'areia Franjado, um filhote de Rizowalla com nome invocado, que pode bater 3 no turno 2.

Até mesmo um drop 3 vanilla fica interessante com as mágicas de apoio. Naga Caçadora pode muito bem ocupar o lugar de Mensageiro dos Atalhos.

Por fim, destacamos também Atiradores do Arcoamargo, que se não é o candidato ideal para suceder Guardiã das Veredas Tajuru, ajuda montar um bom perímetro defensivo contra a força aérea do oponente. Sem falar que ele fica bem razoável com uma Cártula da Força.

Artefatos

No geral os artefatos comuns de Hora da Devastação não chamam muita atenção.

Amuleto do Viajante é estritamente inferior a Mapa dos Renegados.

Muro dos Faraós Esquecidos não é nem de longe um sucessor do Termoalquimista, mas pode até encontrar o seu lugar em decks que usem desertos, graças ao seu corpo 0/4.

Destaca-se a reimpressão de Manólito, que deve ver jogo em vários decks com duas ou mais cores, com uma presença entre 1 e 2 cópias.

Terrenos

Os desertos com reciclar não são nada excepcionais já que só geram mana de uma cor, mas ainda assim, vão habilitar decks com uma curva de mana mais pesada, pois eles poderão contar com cópias extras de desertos que vão ser reciclados no late game.

Além disso, temos pelo menos uma carta de cada cor (e até um artefato) interagindo com desertos, o que também vai incentivar o seu uso na maioria dos decks.

Podia ser melhor se pudessem gerar duas cores de mana, mas acho que é pedir demais de um plano que está sendo devastado.

Destacamos também Acampamento dos Sobreviventes que vem pra substituir Assentamento da Resistência, assim como Penhascos Pintados veio em Amonkhet para substituir Litorais Desconhecidos, garantindo corretores mínimos de cores de mana no formato.

Conclusão

O verde atravessa um período de baixa no Pauper Standard, com exceção do UG Energy, que continua fazendo resultados.

Mas com a chegada de Hora da Devastação, parece que a cor deve voltar a ter uma presença positiva no formato.

Quanto aos artefatos e terrenos, não temos nada muito promissor além de Manólito, mas ainda assim os desertos com reciclar devem ver jogo, mais por conta dessa habilidade, do que pela interação das outras cartas com eles.

De uma forma geral, o bloco de Amonkhet inteiro traz cartas que devem fazer o metagame passar do aggro para o midrange.

Nesse quesito destacam-se Fiel do Faraó-Deus, Esconjurar e A Vida Continua de Hora da Devastação e Salva Incandescente de Amonkhet, além é claro, de todas as criaturas e mágicas a partir da curva 3.

Além disso, neste momento temos nada menos que oito edições válidas no Pauper Standard, algo que não acontecia desde o lançamento de Magic Origins em 2015, o que deixa o ambiente com a maior quantidade de opções desde então.

Por outro lado, cartas queridas e odiadas como Pulsação de Murasa e Termoalquimista fazem sua despedida do formato com a rotação em setembro, o que nos deixa com semanas interessantes pela frente.

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