Comuns Vermelhas, Verdes, Artefatos e Terrenos de Ixalan

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27 de setembro de 2017. Pauper Standard

No post anterior fizemos a análise das cartas comuns brancas, azuis e pretas de Ixalan, e no post de hoje vamos falar do que a edição traz de melhor para o Pauper Standard nas cores vermelho, verde, nos artefatos e terrenos.

Vermelhas

A cor vermelha traz de volta duas cartas que todo mundo estava roendo as unhas esperando serem reimpressas, Demolir e Sequestrar, pois elas caem com a rotação, né!?

Não. Pera...

Mas calma que tem coisa boa nas vermelhas de Ixalan!

Em um ambiente onde Arqueira Agitadora vai tentar ocupar a vaga do falecido Termoalquimista, o reprint de Tiro Duplo vem pra ajudar Piro-hélice de Chandra e Borrão de Lâminas a colocar ordem na casa.

A surpresa da vez é que a versão vermelha de um dos ciclos da edição não é a pior das cinco! Ousadia vale cada mana gasta para conjurá-la.

Disparo de Canhão de Fogo por sua vez é uma remoção razoável, mas que fica muito boa se conjurada com Raid, pois pega alguns lagartos maiores.

E por falar nos dinos, temos dois bem interessantes.

Ladrão de Ninhos é um 2/1 com ímpeto por apenas duas manas, excelente para fazer uma pressãozinha logo no começo da partida.

Caçadores Coroa‑de‑sol é um finalizador nervoso, literalmente. Mais ainda, se o deck contar com algumas cópias de Exasperar.

No limiar entre custo de mana e benefícios, temos Bando de Raptores. É uma criatura cara para suas estatísticas, mas que pode ser conjurada mais cedo se houver alguma Convocadora de Kinjalli em jogo e além disso, fica muito melhor na presença de outros dinossauros.

Na mesma linha, temos Cavaleiro de Tilonalli, que também fica melhor na presença de outros dinossauros.

Do lado dos piratas, temos Bruto Obstinado, outro exemplo de criatura que melhora na presença de outros integrantes da tribo.

Bucaneiros Brônzeos merece ser mencionado porque apesar de ser um 2/2 que custa quatro manas, ele é virtualmente um 3/3 com ímpeto, o que o coloca num nível aceitável.

Por fim, Fogo Inamistoso é o melhor que podemos conseguir quando falamos em burn de quatro pontos de dano com alvos flexíveis em instant speed.

Verdes

No verde é forte a sensação de déjà vu graças às semelhanças entre algumas de edições anteriores com cartas de Ixalan, nem sempre melhores que suas antecessoras.

Dentre as principais duplas podemos citar Incursor das Selvas e Autômato Verdejante, Novos Horizontes e Dádiva do Paraíso, Dar o Bote e Cilada.

Entretanto, é importante notar que não só elas não são iguais, como podem atuar em conjunto para aumentar a consistência da estratégia, o que de fato não é algo para se reclamar.

Neblina Cegante ainda completa um trio de "fog's" junto com Início das Festividades e Bruma de Pólen.

Na turma dos dinossauros temos alguns exemplares bem interessantes.

Bocarra Sinistra Colossal é um 6/6 por 6 manas que só não é ruim porque tem atropelar, mas ele fica melhor ainda se houver alguma Convocadora de Kinjalli em jogo.

Da mesma forma, Adagodonte Voraz é justo, o efeito disparado pelo enfurecer é relevante e ele fica ainda melhor se puder ser conjurado no turno 2.

Dentre os dinossauros que ficam no limiar do custo-benefício, podemo citar ainda Cauda‑de‑chicote Mascador, Cerátopo Cauda‑de‑espinho e Brontodonte Ancestral, sendo que este último também fica muito melhor na presença de Convocadora de Kinjalli. Sem contar que ele manda aquele alô para Cártula da Força e Arremessar.

Por último mas não menos importante, Comungar com os Dinossauros figura como uma das mais poderosas cartas verdes (num deck de dinossauro) no formato, permitindo cavar profundamente no grimório em busca de um terreno ou ameaça.

Já na tribo dos tritões temos o excelente Guerreiro de Raiz Profunda, um 2/2 por 2 manas mas que se transforma num 3/3 quando bloqueado.

Guardião de Jade traz mais uma criatura com resistência a magia para o formato, só que dessa vez na curva 4. E com ela, Bênção dos Arautos do Rio passa a ser ainda mais interessante.

No limiar do custo-benefício temos Trilheira de Tishana, que graças ao seu explorar, pode dar mais consistência ao deck no início do jogo.

Artefatos

Ixalan não traz para o Pauper Standard muitos artefatos, mas ainda podemos destacar dois:

Asas Remendadas dá voar para a criatura equipada, sendo que ele é barato tanto para conjurar quanto para equipar.

Lâmina de Alavanca é uma espadinha que também é barata para conjurar e equipar, mas que se propõe a resolver o problema de criação de tesouros no início da partida, de modo que todas aquelas cartas citadas anteriormente no limiar do custo-benefício possam ter mais chances de verem jogo.

Terrenos

Na parte dos terrenos não temos muitas novidades, mas podemos citar a reimpressão de Litorais Desconhecidos, o único terreno não-básico comum da edição.

Conclusão

No vermelho temos alguns dinos interessantes e piratas medianos, com algumas mágicas também medianas.

No verde, temos mais dinos bons e tritões medianos, com destaque para a redundância de mágicas de apoio.

A edição traz poucos artefatos e apenas um terreno comum, sendo que não há nada que se destaque muito.

De um modo geral, vampiros, piratas e tritões não parecem ter elementos suficientes para sustentar um deck tribal, o que é esperado em uma edição que abre um bloco temático com essas tribos.

Entretanto, os dinossauros aparentam ter um kit mais numeroso, de modo a viabilizar, a princípio um deck em torno deles.

Mas as mecânicas presentes nas outras tribos aparentam ter um caráter mais geral, o que facilita a absorção das novas cartas por decks já existentes.

Tudo isso deixa o metagame do Pauper Standard completamente em aberto nesse início de temporada, o que é exatamente o esperado com a entrada de uma nova edição e uma rotação que remove praticamente metade das cartas do formato.

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